Mobilização para a Redução da Desigualdade no Brasil

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A “Mobilização para a redução da desigualdade” é o nome da campanha lançada pela ABES, em parceria com a ReUrbi e o Observatório do Terceiro Setor, com apoio da agência Weber Shandwick. Ela tem como objetivo apoiar projetos de inclusão social que promovam a capacitação na área digital, por meio dos recursos obtidos pela reciclagem de equipamentos de TI (notebooks, PCs, racks etc.) descartados pelas empresas que aderirem ao Programa ReciTech, que faz a coleta, reciclagem e reinsere os equipamentos na cadeia produtiva.

As empresas participantes da mobilização terão como benefício a isenção dos custos de logística, receberão a documentação legal dos descartes e um Relatório de Impacto Socioambiental (RIA) com as informações de impacto ambiental, econômico e social para acompanhamento e uso em seus Relatórios de Sustentabilidade e Responsabilidade Social. As companhias poderão indicar os projetos sociais que receberão as devolutivas dos recursos gerados por meio do ReciTech.

Todas as empresas do território nacional, associadas da ABES ou não, podem participar deste movimento de impacto positivo no meio ambiente, sempre atendendo as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança, na sigla em inglês), alinhadas ao Pacto Global da ONU.

As organizações que encaminharem seus equipamentos de TI para o Programa ReciTech, após o término do processo de reciclagem e recondicionamento, receberão um selo e o certificado de “Empresa participante da Mobilização pela Redução da Desigualdade no Brasil”, emitido pelos parceiros desta iniciativa. Mediante autorização, a logomarca da empresa será inserida nesta página e citada em materiais de divulgação institucional e nos comunicados à imprensa referentes à mobilização.

Iniciativa
Apoio
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Você sabia que:

milhões de toneladas de resíduos eletrônicos gerados

Estima-se que o Brasil gere, atualmente, 2.1 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano

%

equipamentos de TI poderiam ser recondicionados

Em média 30% dos equipamentos de TI descartados teriam condições de ser recondicionados e reinseridos na economia e os outros 70% podem ser reciclados

pessoas são impactadas a cada equipamento recondicionado

Cada equipamento recondicionado, se aplicado em projeto de inclusão social, impacta por ano 11,8 pessoas. Até 2023, teríamos mais de 880 mil pessoas beneficiadas

10 Perguntas e Respostas sobre a Mobilização e o Programa ReciTech
1) Quais as empresas podem participar da mobilização?

Todas as empresas do território nacional, associadas da ABES ou não, podem participar. Elas devem possuir equipamentos de TI e estar interessadas em gerar impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, alinhado às melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). O descarte vai gerar resultados financeiros a serem destinados a projetos de inclusão e qualificação sociodigital.

2) Quais as vantagens para as empresas que aderirem à mobilização?

A empresa participante não terá gastos com a logística reversa, receberá os devidos documentos legais e certificados referentes aos impactos evitados ao meio ambiente, como baixa de ativo e relatório socioambiental. A empresa poderá indicar o projeto social que será atendido com os recursos obtidos por meio do programa ReciTech.

Este programa assegura, de forma gratuita, simples e fácil às empresas, independente do seu porte, a aderirem as melhores práticas de governança socioambiental, alinhadas ao Pacto Global da ONU. Além isso, o programa oferece uma finalidade adequada para os produtos em desuso, protegendo o meio ambiente e contribuindo para a inclusão e qualificação sociodigital.

É Importante ressaltar que a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implementou a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, portanto, essa é uma maneira fácil, socialmente responsável e vantajosa de se cumprir a lei.

3) A adesão à mobilização permite que a empresa participante atenda a algum Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU)?

Sim. A empresa participante consegue atender 8 dos 17 ODS por meio do serviço de logística reversa e de apoio a projetos de inclusão sociodigital, sendo:

ODS 4 – Educação de Qualidade
ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura
ODS 10 – Redução das desigualdades
ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis
ODS 12 – Consumo e produção responsáveis
ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima
ODS 17 – Parcerias e meios de implementação

4) Qual a quantidade mínima de equipamentos que a empresa precisa descartar para participar do projeto?

Para viabilizar o processo de coleta e logística, o peso mínimo necessário é de 100 kg de equipamentos de TI. A ReUrbi se compromete a assumir os custos da Logística Reversa em todo Brasil de modo a isentar qualquer empresa participante de dispêndios neste sentido. Ressaltamos a importância do detalhamento do que será descartado, com endereço completo de coleta e contato. Acesse o site do programa ReciTech e saiba como agendar sua coleta. A ReUrbi há 7 anos se dedica ao segmento de manufatura reversa e a destinação ambientalmente correta dos REEE – Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos, gerados por empresas, órgãos governamentais, escolas e demais instituições que adotem as melhores práticas de sustentabilidade e governança, é licenciada pela CETESB para esta atividade e devidamente registrada no IBAMA.

5) Quais os passos para a empresa participar do projeto?

As empresas que tiverem equipamentos eletrônicos de TI que queiram contribuir para o meio ambiente e investir em projetos sociais, devem seguir as instruções que estão na página do ReciTech.

A ReUrbi entrará em contato para agendar a retirada dos equipamentos, fazer a engenharia reversa, a remanufatura de equipamentos e doação dos recursos para projetos sociais indicados pela empresa doadora e/ou pela ABES. A participação é sem custo e válida para todo o território nacional.

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6) Depois de descartados pelas empresas, o que acontece com os equipamentos eletrônicos de TI?

Depois de coletado, o material vai para a primeira etapa de triagem, quando a equipe de técnicos realiza a sanitização de dados e propriedades e avalia quais equipamentos ainda podem ser recondicionados. Os itens que não têm essa possibilidade são encaminhados para a desmanufatura. Nela, os equipamentos são pesados, desmontados, descaracterizados e separados por tipo (plásticos, metais, placas eletrônicas, cabos etc.). A última etapa é a da reciclagem.

7) Qual o destino dos equipamentos recondicionados?

Os equipamentos recondicionados após processo de sanitização de dados e propriedades, seguem para linha de produção de TI seminovos Remakker® e contam com certificado de origem, garantia de qualidade e assistência técnica.

5% destes equipamentos são doados em comodato pela ReUrbi para projetos sociais e os demais são vendidos prioritariamente a organizações do terceiro setor e no atendimento a pessoas físicas a preços acessíveis.

O recondicionamento atende a Legislação Ambiental e os princípios da Economia Circular, mitigando o impacto ambiental. Os equipamentos Remakker® possuem opção de logística reversa ao final do ciclo de vida.

8) Por que parte dos equipamentos são vendidos e não doados para organizações do terceiro setor e consumidores?

É com essa renda que a ReUrbi assume os custos da Logística Reversa em todo Brasil e do processo de reciclagem e recondicionamento, atendendo a Legislação Ambiental, as Certificações e demais exigências federais, estaduais e municipais.

A ReUrbi contribui para mudar o modelo econômico linear (extrair, produzir e descartar) para o modelo de economia circular, com consumo consciente visando reduzir o impacto no meio ambiente e a as desigualdades sociais.

Com a valorização e remuneração justa nos descartes, a reciclagem e destinação responsável, o recondicionamento de equipamentos estende a vida útil de equipamentos de TI. Além disso, com a comercialização de equipamentos de TI seminovos a preços acessíveis e a aplicação de parte dos resultados em projetos de inclusão social, a ReUrbi torna sustentável este novo modelo de Economia Circular com zero impacto ao meio ambiente.

9) Quais projetos sociais a campanha destinará os equipamentos? Como são escolhidos?

A empresa participante da campanha pode, em conjunto com a ABES e Observatório do Terceiro Setor, indicar projeto social a ser atendido. A ABES, como representante de aproximadamente 2 mil empresas do setor de tecnologia, recomenda que os projetos tenham como missão permitir o acesso à educação e a empregabilidade, pois acredita que o caminho para uma sociedade mais justa e inclusiva passe necessariamente pela inclusão digital.

De acordo com o IBGE, em 2018, 14,9 milhões de domicílios estavam sem acesso à internet e corresponde a 20% das 71,7 milhões de residências brasileiras. Ou seja, uma em cada cinco residências não tem acesso à internet, considerando o uso do computador, celular ou tablet. Segundo a pesquisa TIC Educação 2019, 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa. Nas escolas particulares, o índice é de 9%. Por isso a ABES acredita que projetos como esses são urgentes e podem diminuir a desigualdade social brasileira.

10) Tenho um projeto social alinhado ao propósito da campanha. Como posso me inscrever para receber os recursos?

Entre em contato com o Observatório do Terceiro Setor – Telefones: (11) 2476-9531 e (11) 2476-9532; WhatsApp do Observatório: (11) 98851-2317; E-mail: contato@observatorio3setor.org.br.

O Observatório do Terceiro Setor dá voz aos assuntos do universo social – seja nas áreas da educação, saúde, direitos humanos, cultura, meio ambiente, entre outras – que estão fora da pauta da imprensa tradicional. Mostra os problemas, desafios, lacunas e soluções que podem ser replicadas e ganhar escala e auxilia na elaboração de propostas para ampliar o poder de transformação e intervenção dos cidadãos.

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