*Por Fabio Nikel

O “novo normal”, período conhecido na história como a época em que a pandemia de Covid-19 nos obrigou a trabalhar em casa, longe do contato social, aos poucos vai se tornando o “velho normal” para dar espaço a uma nova realidade. Nos últimos meses, as empresas vêm se estruturando para receber de volta sua força de trabalho, ainda que de maneira híbrida.

Mas, será que essa volta é algo tão simples? Quais foram os impactos que o trabalho remoto deixou nas equipes? Que tipo de manias gerou e como isso pode impactar negativamente a segurança do negócio?

Provavelmente todas as empresas que precisaram aderir ao home office tiveram uma quebra de cultura. As políticas de acesso e segurança precisam ser retomadas e isso nem sempre funciona perfeitamente de maneira orgânica, sobretudo nas maiores companhias, com centenas de funcionários.

Para isso, é necessário ter o apoio tecnológico para proteger o patrimônio da companhia através de processos de segurança padronizados e rastreabilidade de informações, e, assim aumentar a segurança e conformidade. Segundo a ABESE, Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança o mercado de segurança do Brasil faturou mais de R$ 9 bi em 2021 e projeta um crescimento de 18% em 2022. Isso demonstra que o retorno à vida normal acarreta preocupações com segurança.

O ideal é que a solução de acesso e segurança embarque todas as rotinas da companhia em nuvem, unificadas em uma única plataforma, de maneira que se garanta rastreabilidade e disponibilidade de informações de todos os dispositivos envolvidos no projeto de gerenciamento de segurança.

Este retorno físico ao trabalho traz de volta velhos desafios como controle de áreas restritas e acesso de pessoas, além de um desafio ainda maior com segurança cibernética. Com cada vez mais dispositivos IoT conectados às vidas dos colaboradores, é importante registrar acessos à rede. A segurança lógica precisa da segurança física, sobretudo para identificar ou rastrear a origem de eventuais ameaças ou violações cibernéticas internas.

Além disso, o retorno ao escritório deve ser pensado também sob a perspectiva da terceirização, uma vez que empresas têm contratado cada vez mais serviços terceirizados que consistem na presença de funcionários que não estão nos registros iniciais do departamento de RH das companhias. A solução de segurança integrada em nuvem deve obter um módulo pensado para estas situações, digitalizando o processo de relacionamento com as empresas prestadoras de serviços, mas pensando também na segurança das pessoas, uma vez que há áreas nas indústrias que não devem ser visitadas por pessoas sem treinamento, para reduzir riscos, evitar acidentes, vazamento de informações sigilosas, etc.

Outro benefício é a integração entre software e hardware de forma a impedir que funcionários entrem em estações de trabalho sem os devidos equipamentos de proteção individual (EPIs) ou horários irregulares, e fornecer informações instantâneas e confiáveis sobre anomalias ou situações que requeiram tomadas de decisão.

Assim, apenas profissionais regularizados podem acessar cada área estipulada pela política da companhia, garantindo que todos cumpram os requisitos definidos, tenham os devidos treinamentos e equipamentos necessários. Tudo isso é fundamental para que o “velho/novo normal” não traga riscos na segurança física ou cibernética, e muito menos ameaças ao negócio ou manchas na imagem ou reputação conta de ações que podem ser impedidas por meio da tecnologia.

*Fabio Nikel, Head de produto da Senior Sistemas 

Aviso: A opinião apresentada neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software

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