*Por Paulo Oliveira 

A consultoria Gartner fez um levantamento das prioridades para esse ano em que colocam no radar o trabalho híbrido e uma relação de trabalho mais humana e diversificada, entre outras prioridades para 2022.

O ano de 2021 foi de transformação nos modelos de trabalho, passando pela consolidação do home office até chegar ao desafio do modelo híbrido, uma mudança que, no entanto, vem acontecendo de forma gradual.

A empresa de consultoria Gartner realizou uma pesquisa com mais de 500 líderes de RH em 60 países, para avaliar quais serão as principais tendências e prioridades para 2022.

De acordo com o levantamento, 92% dos profissionais esperam que o sistema híbrido se torne o modelo definitivo de trabalho este ano.

No topo da lista pelo quarto ano consecutivo, está a construção de habilidades e competências críticas, mas muitos líderes de RH também consideram como tendências inciativas que podem ser consideradas simbólicas para o mundo atual, como gestão de mudança, liderança, diversidade, equidade e inclusão.

Abaixo você pode conferir as cinco tendências para a gestão de pessoas neste ano que já começa desafiador, mas também promete ser um novo tempo de reconstrução.
Em que os líderes de RH se concentrarão em 2022?

1- Construção de habilidades e competências críticas

2- Projeto organizacional e gestão de mudanças

3- Banco de liderança atual e futuro

4 – A volta ao trabalho, agora reinventada

5- Equidade, Diversidade e Inclusão

A maioria dos líderes de RH afirma que melhorar a eficiência operacional será fundamental em 2022, e que todas estas mudanças e prioridades acontecerão em um sistema de trabalho híbrido, implantado em uma modelo de força de trabalho no qual os funcionários dividam seu trabalho entre o presencial e o home office, e possuem mais flexibilidade sobre onde e quando podem executar suas tarefas.

As cinco principais tendências do RH para 2022

As prioridades do RH em 2022 continuam sendo uma maneira de respostas às mudanças no modelo de trabalho provocadas pela pandemia de Covid-19, com organizações mudando suas estratégias de força de trabalho e o local dividido entre escritório e em casa. Com este panorama, gestores de RH precisam evoluir na maneira de atrair, identificar e reter habilidades críticas e redesenhar o trabalho para aprimorar a proposta de valor (EVP) dos funcionários e impulsionar o desempenho dos negócios. O sucesso nos resultados está intrinsecamente relacionado ao êxito da aplicação destas estratégias.

1 – O trabalho híbrido está impulsionado a transformação dos negócios

A grande maioria dos gestores — segundo a pesquisa Gartner, 95% destas lideranças – esperam que boa parte de seus funcionários trabalhem remotamente após a pandemia ou com o total controle de casos e infecções de Covid-19 no mundo. Esta mudança proporcionará uma transformação na força de trabalho e os líderes de RH precisam estar preparados para apoiar e respalda esta evolução.

2 – Mais e novas habilidades serão necessárias

O número total de habilidades necessárias para um único trabalho está aumentado 6,3% em um ano e, dessa forma, novas habilidades estão substituindo as antigas. De acordo com Gartner, 29% das habilidades que estavam presentes em um anúncio de emprego em 2018 estarão obsoletas em 2022.

3 – A saúde da força de trabalho precisa de muita atenção

O desempenho dos funcionários permaneceu alto durante a pandemia, mas as interrupções já causaram impactos de longo prazo e difíceis de reverter na saúde da força de trabalho ou seja: no estado de bem-estar dos funcionários, na confiança entre as pessoas, equipes e lideranças e no ambiente de trabalho (por exemplo, o sentimento de inclusão). Abordagens ineficazes para o trabalho híbrido, segundo Gartner, só irão exacerbar esses impactos.

4 – Funcionários querem se sentir compreendidos e valorizados

Os líderes de RH precisam construir uma relação de trabalho mais humana entre empregador e funcionário e também será preciso um acordo de trabalho que atenda às demandas dos colaboradores, para que se sintam compreendidos — o que significa serem ouvidos – e valorizados. Não apenas os líderes, mas todos os profissionais de RH precisarão se esforçar para garantir que o EVP centre os funcionários de forma holística como pessoas.

5- Aumentando a exigência sobre a diversidade, equidade e inclusão

Junto com as expectativas de maior empatia e um ambiente de trabalho mais humano, há uma pressão crescente do bem para melhorar a equidade e a inclusão nas organizações. Em particular, há uma exigência crescente de todas as partes interessados no RH — interna e externamente – para que haja um progresso real na diversificação das equipes e, sobretudo, das lideranças.

* Paulo Oliveira, gerente de marketing da Apdata

Aviso: A opinião apresentada neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software

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