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As tecnologias digitais estão em constante evolução e têm o potencial de transformar radicalmente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Após a aceleração digital vivida com a pandemia de Covid-19, o mundo passa por uma reavaliação da velocidade e da direção da transformação digital em andamento. Para debater estas tendências e perspectivas, a edição 2023 da ABES CONFERENCE, realizada em São Paulo no dia 06 de novembro, trouxe como tema central “O Futuro Digital e a Reinvenção do Agora” e reuniu importantes especialistas do ecossistema de inovação, inteligência artificial, o futuro do trabalho, fomento à inovação e sustentabilidade em um evento híbrido e gratuito. A conferência contou com patrocínio da ApexBrasil, TOTVS, AWS, Prosper Tech Talents, Caesbra, NIC.BR e SND Distribuidora. 

“Estamos vivendo uma nova época, porque a revolução digital está impactando muito mais que a revolução industrial. Empregos serão extintos, enquanto outros estão e serão criados. O futuro do trabalho, a educação e a capacitação serão influenciadas e levadas a níveis inimagináveis por conta de toda esta mudança”, comentou Paulo Miliet Roque, Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software em seu discurso na abertura do evento, ao relatar que, em quase décadas de fundação, a entidade representa mais de duas mil empresas que faturaram, em 2022, R$ 93 bilhões e geraram 240 mil empregos diretos. Ele ressaltou que a associação atua para ser relevante por meio de quatro grandes eixos: apoio a políticas públicas, networking, capacitação e conhecimento e apoio operacional às associadas.

Um dos convidados da abertura foi Demi Getschko, Diretor Presidente do NIC.br e primeiro brasileiro a ter o nome incluído no Hall da Fama da Internet, por ter contribuído para que a rede mundial de computadores alcançasse êxito no Brasil durante os seus primórdios, comentou que a imagem do Brasil na internet é muito boa e, em relação às iniciativas de regulação da inteligência artificial e das plataformas digitais, ele destacou que é preciso manter-se em ‘Festina lente’ que significa “apressa-te devagar” para redução de equívocos regulatórios. Neste contexto, ele comentou que o Marco Civil da Internet foi um importante passo para o setor e uma regulação ainda relevante. “O marco civil foi objeto de longa discussão, com diversas audiências públicas e mais de 2 mil contribuições de indivíduos até se chegar ao seu formato final. Foi um projeto de lei criado e discutido com muita interação e, fundamentalmente, com a busca de um consenso”.

Foco na exportação e na inovação

De acordo com Marcia Nejaim, profissional responsável por projetos de Sustentabilidade, Mercado Internacional e Estratégia de Negócios na ApexBrasil, em 2021, 53,4% das empresas apoiadas pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) foram MPEs. “O número equivale a 7,8 mil empresas entre as 15 mil atendidas de vários setores atendidas pela Agência no último ano. E o objetivo da Apex é proporcionar que estas empresas cheguem lá fora com maior chance de realizarem negócios”. A executiva destacou também que a Apex é parceira das empresas de tecnologia há pelo menos 20 anos e a agência está disponível para apoiar as empresas de tecnologia, inclusive as startups. “Os estudos mostram que as empresas que exportam inovam mais, criam empregos de maior qualidade e remuneram melhor. O foco no mercado internacional é um poderoso instrumento de desenvolvimento econômico”, afirmou.

“O apoio à inovação é prioridade estratégica para o BNDES. Para a realização desse apoio, o Banco busca atuar em consonância com as políticas públicas vigentes e de maneira complementar às demais instituições do Sistema Nacional de Inovação”, comentou José Luís Gordon, Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Comércio Exterior e Inovação do BNDES. Ele citou ainda alguns eixos que são relevantes para a política brasileira de reindustrialização: indústria verde, inovação, aumento da produtividade, especialmente das pequenas empresas, que precisam avançar na digitalização.

Governo digital

Enquanto a adesão do uso dos computadores levou décadas e a dos smartphones apenas alguns anos, as próximas transformações tecnológicas que afetam empresas e consumidores podem ser mais rápidas. O vice-governador do Estado de São Paulo, Felício Ramuth, apresentou algumas ações realizadas pelo governo estadual voltadas à inovação com o objetivo de tornar o Estado mais leve, mais flexível e menos burocrático e se adaptando cada vez mais às demandas do século XXI, que inclui o lançamento da Estratégia de Governo Digital, que visa unir iniciativas até 2026 para transformar os serviços oferecidos pelo governo. Ele citou como desafios a implementação da nova Lei de Licitações e a Reforma Tributária. “Mas, estamos certos de que juntos vamos vencer estes obstáculos e o governo estadual está à disposição para ouvir e contribuir com o setor de software e tecnologia”.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, comentou que o setor de tecnologia no país é um gerador de empregos, possibilita maior acesso ao mercado internacional, proporciona sustentabilidade. “Que venham dias de maior crescimento e justiça social”, reforçou.

Em resumo, o futuro digital oferece um mundo de possibilidades. À medida que avançamos nessa era de transformação tecnológica, é importante abordar os desafios e preocupações que surgem, como segurança cibernética, privacidade dos dados e inclusão digital. Ao mesmo tempo, devemos aproveitar a oportunidade de reinventar o agora e moldar um futuro mais sustentável e inclusivo, aproveitando o poder da tecnologia para enfrentar os desafios globais. A reinvenção do agora oferece oportunidades para repensar e remodelar nossa sociedade de forma mais sustentável e resiliente. É possível buscar soluções inovadoras para problemas globais, como mudanças climáticas, desigualdade e pobreza. A tecnologia pode desempenhar um papel fundamental nesses esforços, fornecendo ferramentas e recursos para enfrentar esses desafios de maneira mais eficiente, inclusiva e democrática.

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